Venâncio Mondlane Denuncia Repressão e Convoca Manifestações Populares
Maputo, 11 de janeiro de 2025
O político e ativista Venâncio Mondlane usou as redes sociais nesta quinta-feira para denunciar incidentes de repressão e convocar a população moçambicana a se manifestar contra o que chamou de "terrorismo de Estado". Durante uma live, Mondlane relatou episódios de violência, criticou a situação política atual e incentivou os cidadãos a exercerem seu direito de protesto.
Incidente em Xipamanine
Mondlane afirmou que, enquanto se preparava para se deslocar ao bairro de Xipamanine, jovens armados atacaram membros de sua equipe. Segundo ele, tiros foram disparados, e equipamentos como celulares e sistemas de som foram confiscados sem qualquer justificativa legal ou apresentação de mandato.
Crítica à Repressão e ao Governo
O ativista questionou até quando o país continuará vivendo sob o que classificou como "terrorismo de Estado". Ele acusou as autoridades de ignorarem a Constituição e os Direitos Humanos, alegando que qualquer discordância com a FRELIMO, partido no poder, é reprimida com violência.
Convocação para Manifestações
Mondlane anunciou manifestações pacíficas para a próxima segunda-feira, das 8h às 17h, e encorajou os cidadãos a levarem cartazes com as fotos ou nomes dos presidentes em quem realmente votaram. Segundo ele, esse ato é uma forma de demonstrar descontentamento e exigir mudanças.
Apelo à Coragem da População
O político destacou que a "libertação de Moçambique" não depende apenas dele, mas da coragem de cada cidadão. Ele reforçou que é necessário agir em conjunto para transformar o país.
Disposição para Enfrentar a Justiça
Em tom desafiador, Mondlane afirmou estar pronto para responder à justiça, caso necessário. Ele mencionou que sua localização é conhecida e que está cercado por policiais, deixando claro que não teme ser detido.
O discurso de Mondlane ganhou ampla repercussão e dividiu opiniões nas redes sociais. As manifestações convocadas para segunda-feira prometem testar a tensão crescente entre ativistas e as autoridades moçambicanas

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